segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Fim de semana de alegrias e tristezas

Eu estava muito otimista em relação ao jogo de ontem do Mengo contra o Grêmio no Maracanã. Tanto que até já pensava em como comemoraria a vitória rubro-negra aqui no blog. Mas logo no sábado pela manhã, ao chegar em casa após uma cobertura na Faculdade, uma notícia deixou o fim de semana mais triste.
A jornalista Kersia Porto, 29 anos, assessora de imprensa do Comando da Polícia Militar aqui em Fortaleza e também jornalista da TV Assembléia, foi a 117ª mulher assassinada no Ceará. De acordo com notícias publicadas na imprensa, a informação é de que seu marido, o sargento da Polícia Militar Francisco Antônio de Lima Amorim, 33, efetuou vários disparos contra a jornalista, dando um tiro na própria boca em seguida. Eles eram casados há cerca de um ano e de acordo com algumas notícias que li, amigos do casal afirmaram que ele era bastante ciumento. Já alguns amigos do sargento afirmaram que ele era bastante tranquilo e nunca notaram reações violentas por parte dele.
Não conhecia a jornalista, mas cheguei a conversar com ela algumas vezes durante o estágio na TV Fortaleza este ano. Lembro de ter feito algumas pautas sobre a PM e por isso falei com a assessora. E é interessante como sua morte deixa uma tristeza diferente, acho que por ser colega de profissão. E mulher, é claro. Esses pontos em comum fazem com que haja uma identificação, tipo de se sentir mais próximo.
E o pior é que Kersia não foi a única neste fim de semana. De acordo com o jornal O Povo, em 2009 pelo menos 124 mulheres foram assassinadas no Ceará. Muitas delas foram vítimas do chamado "crime passional", ou seja, motivado por ciúmes, machismo e outras doenças alimentadas por esta sociedade do patriarcado.
Quer dizer, as mulheres morrem porque seus companheiros (e raras vezes companheiras) acham que a mulher não tem direito a sair, se relacionar com outras pessoas, etc. Motivos banais e fruto de uma cultura que associa amor à posse. E ainda tem gente que acha que dá para brincar com isso.
Quanto ao Flamengo ser campeão brasileiro eu realmente estou muito feliz, apesar de toda a violência entre torcidas e entre flamenguistas que embaçaram a festa do futebol. O Flamengo conquista o título pela 6ª vez após 17 anos e realmente é motivo para muita comemoração rubro-negra. Eu mesma acompanhei a vitória vibrando com o namorado e espero que seja apenas o 1º de muitos títulos que presenciaremos juntos.
Quanto ao contraste entre as notícias deste fim de semana, como mulher e flamenguista, meu placar fica assim: 124 pontos para a tristeza e revolta, 6 para a alegria.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Alarme feminista apita no CQC

E aí que eu finalmente consegui assistir ao CQC todo na semana passada. Pois é, acredita que eu nunca lembrava o dia ou não conseguia ficar acordada para ver? Acho que o horário de verão ajudou um pouco nesse ponto. E a galera comentava na aula as coisas do programa e eu lá boiando.

Ri muito na maior parte do programa, principalmente quando eles conversaram com os políticos. Tinha cada figura dizendo cada idiotice... Já em outros momentos, senti que algumas críticas ao governo eram bastante preconceituosas, e feitas de uma forma assim só para chamar audiência. Sem querer defender o governo atual, só para deixar claro.

Gostei da matéria sobre a propaganda do governo que tinha na prova do Enade que eu boicotei este ano. Eu até cheguei a ver a questão, pois li algumas antes de marcar tudo A, mas confesso que nem me liguei nas más-intenções da perguntinha.

E enfim, estava lá eu curtindo o programa quando meu alarme feminista apitou várias vezes (se bem que é impossível alarme feminista não gritar em programa de humor). Em vários momentos o trio fez piadinhas com a Geisy (a menina do mini vestido), por exemplo, e no sentido de tirar onda com ela, não com o povo que a hostilizou.

Se bem, que a esta altura do campeonato em que a figura de vestido pink já virou celebridade instantânea, talvez eles estivessem ironizando o fato de ela aparecer no Casseta e Planeta, etc. Enfim, de ter virado produto da mídia.

Mas o Top Five sim, esse me chamou a atenção. Hoje quando peguei o link no You Tube tava muito lento para carregar. Se isso também acontecer com alguém, peço só que assista ao menos aos dois primeiros vídeos para compreender porque coloquei o link no blog. O último também me chamou um pouco a atenção, caso tenha interesse.





Sobre o primeiro: Achei muito legal a forma aberta com a qual as duas conversam sobre sexo. Até procurei o programa da MTV na Internet mas não encontrei nada. O que estranhei foi o escândalo todo dos apresentadores. Quer dizer, achei engraçado o acontecimento que a moça conta, mas senti um conservadorismo enorme por parte deles. Mas mulher falando abertamente sobre sexo geralmente dá nisso, né? Agora, o comentário do Rafael Bastos foi suuuper ridículo. Ele diz: "Imagina o pai delas assistindo isso!". Vamo combinar, vai. O c* é dela ou do pai dela? Tenha dó.

Sobre o segundo: Que noooojo!!! Se eu já não gostava do Datena, agora então! E isso me lembrou colegas cinegrafistas e diretores/produtores que acham massa dar close na bunda das mulheres. Não agüento mais ver a imagem da mulher sendo tratada assim pela mídia. Sério. Quando homem dá entrevista muitas vezes ele não está com a parte de baixo da roupa tão elegante, mas ninguém fica querendo fazer a filmagem da figura de cima a baixo. O que essas criaturas (do Datena) fizeram foi tratar mesmo a moça como um nada, e ela estava lá justamente para se afirmar enquanto mulher que gosta de esporte e não quer ser vista assim. E aí eu gostei da atitude dos CQCs, pois para mim eles ironizaram bastante.

Sobre o último: Tem a Hebe, que eu não gosto. Tem a Fernanda Young, que eu não conheço. E tem o Zeca Pagodinho, de quem eu não sou fã, mas até gosto de algumas músicas. Mas eu fiquei com o pé atrás mesmo foi com os comentários do Rafael Bastos (de novo), falando da Young. Mas sei lá, ela também falou que homem nu é feio, né? Sei lá, fiquei sem conclusão. Apenas incomodada.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Post temático: Casamento



O tema desta semana foi casamento e eu fiquei muuuito feliz com isso. Tá bem, eu sei que estas palavras não foram exatamente feministas... rs! Mas a real é que a coisa do casamento tem me feito pensar muito ultimamente e sonhar também. Porque isso é uma coisa que eu e Potô queremos realizar e estamos só aguardando o belo dia em receberemos o piso salarial dos jornalistas, que apesar de não ser enorme corresponde a uma renda considerável para nós dois.

Mas por que eu fiz a piadinha sobre não ser muito feminista logo no início? Porque o casamento foi historicamente construído para aprisionar as mulheres e subjugá-las aos homens. Além disso é imposto para nós como um objetivo de vida desde o início. Sempre nos é colocado como o destino desejado e sempre fomos treinadas para formarmos uma família (hétero) e cumprir nossos sagrados deveres de esposa e mãe. Daí a razão de os brinquedos de menina serem bonecas e utensílios de cozinha, percebe? Apesar de para quem tem uma discussão mínima sobre relações de gênero isso ser óbvio, para a maioria das mulheres não é, principalmente para as crianças que têm esses valores cultivados desde muito cedo.

E hoje eu paro pra pensar na maneira como a minha família age e agia pelo fato de eu ser atrapalhada na cozinha. Eles dizem que meu marido é quem fará as coisas PARA MIM (só eu como e uso roupa limpa?), que minha casa será suja, que a gente só vai comer miojo, etc. Isso porque se a mulher não se enquadra nesse padrão ela é considerada anormal. Sem falar em como as obrigações domésticas são ditadas para as mulheres através de expressões como: "ele te AJUDA em casa?" Assim como o trabalho voltado para o sustento é dito como obrigação do homem, como quando se fala nas relações no campo: "Ela me AJUDA na roça". Porque quando a gente faz algo que não é nossa obrigação, se trata de uma ajuda, um favor.


Mas o pior mesmo é ver mulher ganhando panela como presente de aniversário ou ainda no 08 de março. Artigos assim não são visto como algo de uso comum e sim das mulheres. Tem até alguns homens que eu conheço que acham que não são machistas e que isso tudo é nóia da minha cabeça. Deixa chegar o aniversário deles que eu dou um conjunto de panos de prato pra ver se eles não estranham.


Mas enfim, se isso tudo é tão horrível porque esta feminista quer casar? Porque eu amo uma pessoa nhenda, que me respeita não quer mandar em mim ou me controlar. Além disso respeita minhas idéias e até concorda com um monte delas, mesmo elas contestando um privilégio que a criatura teoricamente tem desde antes do próprio nascimento. Até um dia desses se dizia feminista, mas aí voltou atrás quando soube que várias feministas não concordam que homens possam ser também. Aliás, ele está me devendo um post sobre isso há séculos.


E eu tive a imensa sorte de encontrar e amar alguém assim. O meu amor é um amigo e companheiro antes de tudo e juntos construímos uma relação igualitária e muito gostosa. E ficar longe um do outro nem que seja só por uma noite representa uma tortura muito grande e é por isso que queremos juntar nossas vidas no mesmo teto.


O desenho de hoje fala um pouco disso. Quis representar Potô e eu disputando uma partida de futebol na nossa casa no nosso maravilhoso sofá vermelho que nos aguarda em algum lugar por aí. Aliás, esse cenário também já foi usado numa tela que pintei há alguns meses atrás. Reparem que ainda estamos usando as roupas do casório, então é como se tivéssemos acabado de chegar da cerimônia. Ou seja, é a parte desenhável e publicável da lua-de-mel. E eu sempre penso no quanto será divertido o meu casamento com o Potô. Também penso em tudo o que vamos ter que enfrentar, claro, mas sei que vamos trabalhar juntos para superar.


O casamento para mim precisa ser antes de tudo uma opção, não algo feito simplesmente porque tem que acontecer de qualquer jeito. E precisa ser uma relação de igualdade e amizade apesar de toda relação ser uma disputa de poder.


E eu estou doida pra casar!

E o vestido não será exatamente igual ao do desenho porque vai ser surpresa. Mas eu já fiz o modelo!
E eu quero que gays e lésbicas tenham direito ao casamento!

E eu acho que tô a cara do Michael Jackson no desenho.
E em breve eu coloco os links dos outros participantes. Quem escolhe o próximo tema?


**Atualizando (4 de dezembro):

Até o momento nem todos os outros participantes atualizaram o post temático, apenas a Michele, então ponho os links dos respectivos blogs. Ai gente, atualiza aí que eu tô doida para ver as artes de vocês!

Cintia
Guto
Juliana
Michele

E como sou eu quem escolhe o tema (Cíntia me avisou), então eu sugiro DINHEIRO. Até sexta-feira!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Idiota

E aí chega um cara me dizendo que as feministas protestando na praça são um bando de "revoltadinhas" e que mulher "merece é levar chibata mesmo".

E eu tenho que ser simpática porque ele tava só brincando?

Na-na-ni-na-não.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Que domingo feliz!

Estou com muitas pautas atrasadas no blog e até me atrapalhei com o post temático da semana passada. Mas preciso parar tudo para dizer isto:

A GENTE É PRIMEIRÃO!!!!

Ontem pela manhã fui ler o jornal para saber se o jogo seria transmitido na TV aberta. Caso não fosse, Potô e eu assistiríamos pela Internet, como foi contra o Goiás. E aí quando eu leio a matéria sobre o jogo, fico sabendo que o Adriano não jogaria porque machucou o pé. Na hora eu penso: Ai minha nossa! Com Ronaldo e sem Adriano? Confesso que fiquei apavoradinha e torci muito para que o Petkovic chegasse inteiro no campo e jogasse até o fim (se bem que ele nunca joga até o fim, né?). E tenho que confessar que fui má e torci para que o Ronaldo sentisse pelo menos uma enxaqueca ou um enjoozinho, nada sério. E não é que o homem dá um mal jeito na perna e sai mesmo? Mas acho que era eu e a torcida do Flamengo torcendo para que ele saísse. Maldade.

E aí o campo sem Adriano e sem Ronaldo, o Corinthians fraco, fraco... Ronaldo antes de sair não fez muita diferença. Na verdade, diferença nenhuma. E uma pergunta que o Potô me fez depois do jogo me fez pensar. Ele perguntou se o Adriano estivesse jogando, será que o Flamengo teria ganho? E realmente a pergunta é super válida, porque no jogo contra o Goiás muitas chances de gol foram perdidas por falta de tática. Parecia que o técnico do mengão tinha dito para o povo: Olha só, quando chegar com a bola perto do Adriano, passa para ele e sai de perto! E aí, ninguém tocava na área ou ia com calma. Era passar para o Adriano e esperar pelo bicudo. Tá bom, isso é uma tática, mas não é muito boa. Ta aí o resultado para provar.

E eu fico pensando nessa coisa de termos um jogador como referência num time. Eu sou doida pelo Petkovic e quando ele vai bater escanteio eu fico torcendo para ser olímpico, porque acho esse tipo de gol um espetáculo. Também adoro as defesas do Marcos do Palmeiras e gosto muito das coisas que ele fala para os jornalistas. Mas no geral isso é muito injusto com os outros jogadores da equipe e faz uma espécie de mitologia com algumas estrelas. Como se o time não fosse nada sem ela, e como se a criatura também não estivesse lá por dinheiro, ou seja, trabalhando. Claro que podem haver uns laços sentimentais entre jogador e time, mas no geral, é bem o salário que conta, vai?


E quanto ao próximo domingo, vamos com pensamento positivo. Ontem aconteceu tudo o que precisávamos. Aliás, Potô me explicou quem precisava perder e vencer e quando aparecia a bolinha na Globo eu gritava: Goiás! Agora é esperar que os próximos ventos continuem rubro-negros.


E para terminar, alguns pensamentos soltos:

#Que bom que não é o Galvão quem está narrando e tomara que ele não narre no próximo domingo.


#Será que a Globo é flamenguista?


#O Juan tem feito muita besteira em campo. Roda, roda, tenta driblar aí perde a bola ou chuta para fora (o que também é perder a bola).


#Eu não sabia que o Léo Moura namorava a Perla.


#O moicano dele chega nojento ao final do jogo.


#O Bruno Goleiro é muito lindo e tem feito ótimas defesas. O Bruno Mezenga até que é bonito, mas não tanto quanto o Bruno Goleiro. O Adriano é grande, forte e gostoso.


#O Potô é nhendo e eu sou mais ele.


#Adoro as defesas do Van Der Sar (goleiro da Holanda), tanto na real quanto no video game, mas confesso que não sabia como ele era. Aí procurei no Google.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Post temático (da semana passada): Outono

Só posso dizer três palavras: burra, burra, burra!!! Viajei na maionese que o post era sobre outono, mas na verdade esse foi o tema da semana passada! O desta é "medo", mas só fui ver hoje e ontem já tinha preparado desenhos sobre outono. Estou uma semana atrasada, pelo menos. Mas agora eu vou me dedicar ao do próximo tema, que aguardo que meus companheiros de post delimitem.

Sobre o outono, resolvi fazer alguma coisa relacionada a moda, mas também pensei em não fazer um desenho digital. Então fiz dois desenhos a lápis e pintei com lápis de cor aquarelado de uma estudante de moda simpática com quem conversei ontem. Aproveitei para pedir dicas e informações sobre o curso, pois estou pensando em estudar isso depois da graduação no ano que vem. Aliás, um beijo para Eduardo e Bárbara, estudantes fofos que me deixaram sentar à mesa com eles ontem. Belos desenhos por sinal.

Quanto aos meus, vamos lá. Pensei em roupas que protegessem um pouco do vento de outono e tivessem cores relacionadas à estação, como o laranja e marrom, por causa das folhas secas. E como eu acho que verde e roxo combinam muito bem com esses tons, usei para iluminar. A intenção era usar cores bem fechadas, mas o lápis tinha tons vivos, por isso ficou um negócio meio carnaval.
O vestidinho preto com a meia roxa eu pensei para usar à noite, com as meias protegendo um pouco do frio e dando uma iluminada no look. O sapato foi idéia do Eduardo, e fica como homenagem a Coco Chanel.

E as roupas foram super inspiradas no filme Love Story. Eu quero uma saia xadrez amarela e TODAS as meias do filme!

Confiram posts com o mesmo tema em:

E com o tema "medo":

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cadê você que não chega??


Juro que não aguento mais procurar todos os dias na programação dos cinemas o filme sobre a Coco Chanel. Sério.