sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Questão de Enade

Com que acontecimento recente esta imagem-não-muito-atual pode ser relacionada? Quem acertar primeiro, ganha um semestre totalmente gratuito lá na Uniban!

Mulher tendo o comprimento da saia verificado, pois caso estivesse menor do que o permitido por lei ela seria presa. Capa do excelente documentário do Marcelo Masagão, "Nós que aqui estamos por vós esperamos".
E uma dúvida pessoal: Será que essa Universidade tem assessoria de Comunicação? Se tem, acho que os donos não a escutam...
E eu fico devendo o post temático de hoje sobre anos 80. Por enquanto, curtam os trabalhos dos outros participantes (copiei os links da Cíntia). O meu ainda está em processo de confecção.
PS: Andarilho está de férias

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Post Temático - Balé!

O tema escolhido para o post temático desta semana por mim foi o balé. Tentei fazer num estilo mais desproporcional, parecido com o das ilustrações da revista Atrevida há anos atrás. Os desenhos pareciam feitos de massinha e eram bem divertidos. A meia lilás expressa um desejo subconsciente de usar meias coloridas.

Tentei colocar um efeito de luz, sobre a bailarina como se fosse um holofote, parecido com o que o Guto faz. Usei o efeito "Lentes" no Corel, mas não deu certo, ficou feio. E aí, Guto, cê pode dar a receita?

O post temático funciona assim: toda semana alguém sugere um tema e aí na sexta-feira os participantes postam nos bloguenhos nhendos. Quem quiser participar também, deixa um aviso nos comentários para que possamos linkar a arte, que não precisa ser só desenho.
Confira trabalhos dos outros simpáticos e talentosos participantes sobre o mesmo tema desta semana:


Fiz uma bailarina negra, porque adoro desenhar bailarinas assim. Quase sempre as pessoas estranham, já que por alguma razão o balé é considerado uma coisa meio padronizada como coisa de "branco". Ano passado eu pintei uma tela com uma bailarina assim, e quase todo mundo que via perguntava porque eu tinha feito ela negra. Se fosse branca, ninguém perguntaria por quê, percebe?

Este ano minhas irmãzinhas vieram do interior passar uns dias, e aproveitei e dei o quadro à uma delas que tem 9 anos, adora balé e tem muita vontade de fazer. Ela me disse que tinha adorado, mas que ficaria mais bonito se eu tivesse pintado ela de "cor da pele". Nosso priminho que tem quase a mesma idade que ela concordou. Meu pai, que convive mais com minha irmã do que eu e é negro, apenas riu. Já a mãe dela, que é branca, quando viu o quadro, perguntou porque eu tinha desenhado a bailarina tão "queimada". Onde será que minha irmã aprendeu isso, né? Não estou dizendo que foi com os pais delas, já que há racismo em todos os lugares. Mas os pais, que deveriam desconstruir, ou não dão importância, ou reforçam o preconceito. Afinal, eles também estão no contexto.

Será que meu primo e minha irmã são crianças racistas e más? Claro que não. Elas estavam apenas reproduzindo o que lhes é dito cotidianamente, sem perceber que é preconceito. Aliás, elas provavelmente nem sabem o que é isso. Eu lembro que quando era criança eu e minhas coleguinhas de classe (estudava num colégio só para meninas) também chamávamos o bege de cor da pele e a professora também. Inclusive as negras (professoras e crianças). Se ensinamos às nossas crianças que o bege (ou então rosa claro) é cor da pele, elas vão achar que gente negra tem cor de quê? De qualquer coisa, menos de pele, já que o bege é que é cor da pele. E quando vão pintar seres humanos nas gravuras infantis, vão pintar de que cor? Qual a única opção na caixinha de lápis? Dessa forma o preconceito vai sendo enraizado nas crianças sem que elas percebam, o que é muito cruel. O processo de desconstrução depois acaba sendo muito mais doloroso e complicado.

Nem sempre basta rir do que as crianças falam. Aliás, não deveríamos rir nunca, a não ser de piadas. Temos que levar mais a sério o que elas dizem, respeitá-las, conversar com elas e provocar reflexões nos pequenos. O respeito e senso crítico precisa ser estimulado desde o início. E isso para mim não é roubar a infância das criaturas, porque desde cedo elas se relacionam socialmente com outras crianças. Basta saber conversar e respeitar o contexto delas.
O que eu disse à minha irmã? Disse a ela que existem peles de várias cores, e que o bege não é a única opção. E que a bailarina que fiz para ela não era bege porque era negra, e não deixava de ser bonita por isso. Ela ficou pensativa e depois foi brincar de bailarina. Simples assim.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mulher no Hip Hop


Fiz este desenho assim que cheguei da oficina de break da qual participei há 15 dias. Estava inspirada por causa de uma menina que tinha vontade de dançar, mas tinha vergonha porque achava que era "coisa de menino", e também por causa de uma pérola que uns carinhas falaram. Contei a história aqui, caso alguém queira entender melhor do que estou falando.

O desenho ficou meio infantil e eu gostei disso. Não sei se deu para reparar, mas eu não tenho muita noção de anatomia na hora de usar a pena no Corel. Os braços dela estão totalmente estranhos, mas aí eu fiquei com preguiça de consertar. Mas eu gostei dessa fonte para as palavras no muro. Ficou legal.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mais um desenhinho atrasado: vestido de zebra


Outro desenho que tentei colocar por aqui há um tempo e não conseguia. Mais uma vez tentei fugir dos padrões estéticos (e estáticos) e fui fazer uma mulher gordinha usando um vestido de festa que vi naquele programa que passa de manhã na Record, com a Ana Hickman (certo gente, eu sei que eu devia estar estudando). Era mostrando roupas para mulheres "acima do peso", dando orientações, e tal. Eu gostei muito porque fugiu completamente dos típicos pretinhos básicos, e daquela história de nada de estampa ou cor forte, mostrando modelos de cores alegres e vivas. Muito legal. Uma das roupas que eu gostei mais foi um vestido com estampa de zebra que eu tentei desenhar e coloco aqui. Mas de novo, senti dificuldade em desenhar a mulher gordinha. Mas um dia eu chego lá.
Mais vestidos de festa: Aqui, aqui e aqui.

Tornar-se vegatariana fase 1: salvar vaquinhas


Quero compartilhar com @s leitor@s do blog uma mudança que estou tentando realizar na minha vida. Estou passando pelo processo de me tornar uma vegetariana. O objetivo é ao menos diminuir drasticamente o consumo de carne, começando pela de boi, para em seguida excluir frango e peixe (que eu acho o mais difícil). Porco, apesar de ser carne branca, acho que vou fingir que é vermelha, porque o abate dos porquinhos é muito cruel e por algum motivo os acho muito parecidos com vacas. E também por causa dos filmes "Babe o porquinho atrapalhado" e "A menina e o porquinho". Esse último na verdade é um desenho, já que eu não vi o filme com a Dakota Fanning.

O processo não tem sido doloroso. Já há alguns dias, tenho diminuído a carne vermelha. Aliás, praticamente não comi, substituindo esse alimento por proteína de soja, ovos, frango ou peixe. Não posso dizer que estou totalmente pura, afinal recentemente comi um potinho de geléia de mocotó, que eu adoro (ai, que difícil que vai ser deixar de comer isso!) e acabei provando umas carnes por aí. É muito mais difícil quando a carne existe, entende? Por exemplo, se está num lugar e pede algo vegetariano, beleza. Mas se quem está com você pede um churrascão, é mais difícil não pedir um pedacinho. Principalmente para mim, que sou muito pidona. Mas enfim, é um processo. E além de evitar comer vaquinhas e boizinhos também não tenho utilizado Knor nas receitas, pelo menos não o de carne. Mas não pretendo eliminar alimentos de origem animal que não resultem na morte deles, como ovos, leite e mel. Ao menos inicialmente.

Durante os últimos dias que passei na casa do meu benhê, a mãe dele preparou feijão com pedaços de carne no caldo, e eu comi, retirando os pedaços. Mas na quinta-feira à noite, enquanto assistíamos Aline, Potô pediu comida. Um bauru enorme para ele. Como não haviam muitas alternativas para mim, a não ser pastel (vegetariano sofre em lanchonete), quis apenas uma vitamina de ameixa. Só que a vitamina tava ruim e o cheiro do sanduíche dele era muito bom. Pedi um pedacinho e ele disse que não, porque tinha carne (é isso aí, amor nhendo). Deu nem tempo de insistir, tamanha a velocidade que a criatura come. Mas ainda bem que não deu tempo. E eu preciso aprender a fazer hambúrguer de soja.

O interessante é que está rolando solidariedade e até uma influência positiva nos hábitos alimentares das pessoas com quem convivo. Há semanas minha mãe não compra carne vermelha e tem experimentado formas diferentes de preparar soja. E ela também gostou de perceber o quanto proteína de soja é bem mais barata. A minha irmã, que detestava o alimento, também já começa a simpatizar com a idéia.


Já o meu amor nhendo, apesar de não pretender se tornar vegetariano, também diminuiu um pouco o índice de carne vermelha em sua alimentação. E acha que minha influência pode ser boa para ele, como um estímulo ao maior consumo de legumes e verduras. Inclusive dia desses preparamos uma macarronada de soja incrível, e todo mundo curtiu, sem fazer careta. Infelizmente não encontro mais a receita na Internet, mas tem outras muito boas neste site. Confesso que achei algumas muito caras e complicadas, que pediam congumelos de preços nada saudáveis. Mas a gente faz uma gambiarra e substitui umas coisas e pronto! Nenhum animal morreu para que o prato fosse preparado e ainda fica bom!

Desde que conheci pessoas vegetarianas em encontros feministas que eu simpatizo e admiro a causa. As razões são muitas: a primeira, obviamente, é a crueldade com os animais. A criação dos bichos para corte é feita de forma muito fria e o abate também. Não gosto da idéia de um bicho nascer e crescer apenas para ser consumido. Acho cruel e meio egoísta.

Outro motivo é a quantidade de hormônios e outras coisas que são dadas aos animais para que eles cresçam depressa. Para se ter uma idéia, o tempo entre o pintinho sair do ovo e estar pronto para abate costuma ser muito menor do que quando o processo acontece naturalmente, com alimentação livre de hormônios. Além disso, a carne dos frangos de granja (quase sempre são idênticos, não é assustador? ) é macia porque eles não andam. São criados num ambiente pequeno e apertado, com milhares de outros frangos, e com muita comida por todos os lados. Por isso eles não precisam andar para comer, ao contrário da galinha caipira que é criada a céu aberto e cisca. A mesma lógica pode ser usada com o gado. Quanto mais macia a carne, menos o bicho andou em vida. Uma vez vi no Globo Rural que uma granja mantinha uma iluminação estratégica para que os frangos tivessem a ilusão de que o dia durava mais e não parassem de comer. Por conseqüência, eles cresciam e engordavam mais depressa. Não sei se em todas é assim, mas achei muito cruel. Tipo a bruxa do João e Maria, lembra?

Também já ouvi dizer que carne vermelha não faz muito bem à saúde, alguma coisa a ver com radicais livres. E sei que ela também é nutritiva, mas os nutrientes podem ser encontrados em outros alimentos. Também acredito que ao se cortar os animais mortos da alimentação, pode-se desenvolver hábitos saudáveis como o consumo de mais vegetais variados, e por conseqüência mais fibras e vitaminas. Claro que existe o problema dos agrotóxicos e desmatamento. Diz-se que a soja no Brasil é quase toda transgênica. Mas isso é uma questão de fiscalização da sociedade e conhecer as origens dos alimentos consumidos. Sem falar no detalhe que muito do que é plantado aqui é para fins de exportação e não consumo interno. Além disso, sempre há a possibilidade de se cultivar uma horta em casa, pelo menos com vegetais e temperos mais básicos. Certo, nem sempre é uma possibilidade, mas eu quero ter muito uma quando me casar com o Potô. Ops, eu escrevi isso em voz alta?
Quanto ao desmatamento, ele é muito pior quando se trata das criações de gado, já que elas exalam gases tóxicos na atmosfera que prejudicam a camada de ozônio. Esses gases são provenientes do húmus e... bem, dos gases dos animais.

Enfim, a principal razão dessa vontade de mudar é a compaixão pelos animais. Respeito quem consuma carne numa boa e não pense tanto nisso, mas acho que minha decisão provavelmente não será tão respeitada assim. Vai ter alguém pra me chamar de fresca e do contra. Fazer o quê, né? Mata não, bem.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sherdesenhando - Roqueirinha a la Kim Possible

Continuando a série de desenhos de roqueirinhas, este eu gosto muito por causa da roupa. Tenho uma vontade doida de usar meia-calça, apesar do calor de Fortaleza. Meia, sapatilha e saia jeans, eu adoro! Deu até uma invejinha quando fui a São Paulo no início do ano e vi aquele povo de meia colorida e bota. Acho lindo, mas também adoro as roupinhas de Fortaleza. Saia de feira é tudo de bom.

Na verdade, faz tempo que fiz este desenho, só que não conseguia postar. Depois percebi que o arquivo estava muito pesado, então converti numa versão mais leve. Acho que o desenho ficou meio Kim Possible, e eu gosto disso, porque eu adorava assistir. Mas o estilo ficar parecido foi sem querer.


A propósito, peço desculpas pela ausência tanto nos posts quanto nos comentários. Mais uma vez, o acesso à Internet não está tão fácil.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Coco avant Channel - trailer legendado

Estava prevista para hoje a estréia de Coco avant Channel, filme sobre a escalada da clássica estilista francesa desde uma vida pobre até a revolução da moda e chegada à alta sociedade. Dei uma olhada no jornal de hoje e não vi o filme em nenhuma sala de cinema em Fortaleza, mas de qualquer forma Potô e eu não poderíamos ver hoje pois money que é good nós num have. :( Mas como o interesse é mútuo (ele gosta que eu me interesse por moda, mas não quer que eu me torne fútil. Nem eu. E ele também acha interessante a influência de estilistas na história), provavelmente vamos assistir quando estreiar, numa sessão promocional.

Por enquanto, deixo aqui o trailer legendado do filme.